a preguiça e os outros

Aqui você encontra mais informações e curiosidades sobre os bichos do livro.

O que você sabe e nós não sabemos: conte para nós!

lista de bichos

. abutre
. anu branco
. araponga
. bem-te-vi
. bicho-papão
. bicho-preguiça
. borboleta-azul
. cateto
.
 garça
. jacaré
. joão-de-barro
. lagarto
. onça
. peixe-boi-marinho
. quati
. quero-quero
. sabiá
. sagui
. saracura
.
 tatu-bolinha
. tucano
. vaga-lume

 

Fontes pesquisadas

. listas de sites e livros pesquisados

BICHO-PREGUIÇA

foto de Paul Caputo
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Edentata
Subordem:
Família: Bradipodídeos
Gênero: Bradypus
Espécie: Bradypus trydactilus

A preguiça-de-três-dedos é também conhecida como bicho-preguiça. Mede entre 41 e 70cm. Como é muito peluda, aparenta ser pesada – mas, na verdade, pesa entre 2,25 e 5,5kg.
Está presente nas grandes florestas, onde se alimenta de folhas das árvores. Como prefere as folhas mais tenras, vive só no alto das árvores – sendo espécie ameaçada pelo desmatamento.
Movimenta-se lentamente, parecendo sempre ter acabado de acordar…Não é que seja preguiçosa: apenas tem o metabolismo lento. Desloca-se a uma velocidade de cerca de 2 a 4 metros por minuto. Sua lentidão acaba por ajudar a evitar que os predadores a percebam – além de sua cor que, complementada pelas algas microscópicas que se desenvolvem em seu pelo, camuflam-na entre a vegetação.
É solitária – mas pode ser encontrada em pares na época da reprodução. Após uma gestação de 4 a 6 meses, a fêmea dá à luz um único filhote.
A preguiça e o tamanduá originaram-se do mesmo grupo de animais.

curiosidades:

Dizem que o bicho é só preguiça…no entanto, ele atinge os ramos mais altos das árvores mais altas – como a embaúba, cujas folhas são as preferidas para sua alimentação. Se estiver no chão, provavelmente caiu! – e pode levar uma hora para voltar ao ponto onde estava.
Na água, desloca-se depressa.

contribuição do leitor:

clique aqui (se você sabe algo interessante sobre este bicho, mande para nós)

 

VOLTAR AO TOPO

LAGARTO

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilias
Ordem: Squamata
Subordem: Sauria
Família: Teiidae
Gênero: Tupinambis
Espécie: Tupinambis teguixin

Como os demais répteis, ele não é nada sociável… Mas, pelo menos, foge – e não ataca a gente como o jacaré e a jibóia.

Os lagartos em geral gostam de tomar sol, alimentam-se de dia e se recolhem de noite. Eles são ovíparos: nascem de ovos – mas não chocam seus ovos nem cuidam dos filhotes.

O maior lagarto brasileiro pode chegar a 1,5m: é o  Tupinambis teguixin, conhecido popularmente como Teiu-branco, tejo ou tivuaçu. Também conhecido como “ladrão de galinheiro”, alimenta-se de ovos, pequenos vertebrados e invertebrados – mas não rejeita frutas, folhas e flores.

curiosidades:

Podem ser de vários tamanhos: desde pequenos como uma lagartixa até grandes, como o dragão-de-Komodo (este é enorme e feroz – mas, felizmente, não mora por aqui: só é encontrado na Indonésia). Há lagartos de muitas cores – e alguns até mudam de cor: são os camaleões.

contribuição do leitor:

clique aqui (se você sabe algo interessante sobre este bicho, mande para nós)

 

VOLTAR AO TOPO

ABUTRE

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Accipitriformes
Subordem: —
Família: Cathartidae
Gênero: Cathartes
Espécie: Cathartes aura

Também chamado de condor ou abutre-do-novo-mundo, é mais conhecido como urubu, seu nome em tupi. É uma ave escura e grande, cujas asas, abertas, chegam a 1,80m de envergadura. Pode atingir grandes alturas, mas também é capaz de vôos rasantes. Bate as asas apenas para ganhar impulso, depois se mantém planando com grande habilidade no aproveitamento das correntes térmicas. Alimenta-se de carniça, que percebe lá do alto por seu olfato aguçado.

Coloca dois ovos, em local protegido no chão ou no oco de árvores. O filhote demora de 38 a 41 dias para eclodir e recebe dos pais alimento regurgitado até iniciar seus próprios vôos, o que faz a partir de 70 dias de vida.

O do livro (p. 09) é o Canthartes aura, também conhecido como urubu-de-cabeça-vermelha; urubu-campeiro (Rio de Janeiro); urubu-peru; camiranga (Ceará); jereba; xem-xem (Pará): sua cabeça e pescoço são rosados ou vermelhos, suas penas são negras mas a face interior das asas é de um cinza-bem-claro. Vive solitário ou em pequenos grupos.

O urubu não vocaliza.

curiosidades:

O urubu é um bicho feio, desengonçado e agourento, enquanto o condor é uma ave tão bela e altiva, com seu colar de alvas plumas, voando tão alto sobre os picos nevados dos Andes…

Entretanto condor e urubu pertencem aos mesmos gênero, espécie, ordem e família!

contribuição do leitor:

clique aqui (se você sabe algo interessante sobre este bicho, mande para nós)

 

VOLTAR AO TOPO

ANU-BRANCO

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: —Família: Cuculidae
Gênero: Guira
Espécie: Guira guira

Ocorre do sudeste do Amapá e estuário do Amazonas até Bolívia, Argentina e Uruguai.
São aves carnívoras: alimentam-se de insetos e até de pequenos vertebrados como lagartixas, camundongos e peixes em água rasa – mas também comem frutas e sementes, se necessário.
Não apresenta dimorfismo sexual. Os seus ovos são relativamente muito grandes, tem de 17 a 25% o peso da fêmea. A cor dos ovos é verde-marinho, com uma rede branca calcária em alto relevo sobre toda a superfície. O ninho é feito de gravetos e forrado com folhas verdes. Tanto há ninhos individuais, como coletivos. Os filhotes deixam o ninho antes de poder voar, com a cauda curta, e são alimentados ainda durante algumas semanas.
Seu corpo desprende um cheiro muito forte, o que atrai morcegos hematófagos e animais carnívoros e é perceptível para o ser humano a metros de distância.

Ovos do anu branco

Vivem em ambientes mais abertos, como campos e lavouras – onde são vitimados pela ação dos pesticidas.
Na proximidade das estradas, são facilmente atropelados, pois seu vôo é lento e fraco.
Com sua cauda comprida, graduada e com uma faixa preta, empoleiram-se em bando ao sol e arrumam-se as plumagens reciprocamente. São animais muito sociáveis.
Também conhecido como rabo-de-palha, alma-de-gato, anu-do-campo, anu-galego, gralha, guira, guirá-acangatara, guiraguaçuberaba, pelincho, piló, piriguá, piririguá, quiri, quiriquiri, quiriru.

curiosidades:

Não sei se o anu-branco é mais esperto, criativo ou bem relacionado que as outras aves – o que sei é que ele arrumou um jeito bem eficaz de salvar as próprias penas: fez circular em todos os meios de comunicação a informação “científica” e “de fonte segura”: dá azar matar anu-branco.
Ouve-se de longe o melódico canto do anu-branco. Sempre achei que só pode dar sorte – pois é lindo e original. Confira em:
http://www.eln.gov.br/opencms/opencms/publicacoes/Pass500/BIRDS/1eye.htm

contribuição do leitor:

clique aqui (se você sabe algo interessante sobre este bicho, mande para nós)

VOLTAR AO TOPO

CATETO

Reino: Animalia
Filo: —
Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Subordem: —
Família: Taiassuídeos
Gênero: Tayassu
Espécie: Tayassu tajacu

Cateto, tateto ou pecari. Também é chamado de porco-do-mato, mas não é porco. Na região amazônica, chamam-no caititu. Distribuem-se desde o sul dos Estados Unidos passando por toda América Central e América do Sul a leste dos Andes, até o norte da Argentina. Têm pouca orientação visual, mas um olfato apurado. Possuem uma glândula que exala forte odor e a esfregam nas árvores a fim de demarcar seu território.

A gestação dura de 4 a 5 meses e, em uma hora, os dois filhotes já conseguem seguir a mãe. Desmamam em cerca de um mês e meio.

Quando se sentem em perigo, eriçam uma espécie de crina de pelos ainda mais rijos e espessos que possuem ao longo da coluna vertebral e batem os dentes ameaçadoramente.

São onívoros e vorazes. São selvagens – mas não é impossível domesticá-los. Em algumas regiões do Brasil, encontra-se ameaçado por ser muito perseguido por caçadores.

Tendem a formar grupos sociais coesos e estáveis, de5 a15 indivíduos de diferentes faixas etárias, com um ou mais machos e várias fêmeas adultas.

Não apresenta dimorfismo sexual.

curiosidades:

A Embrapa, em parceria com a Universidade Federal do Pará, implementa estudos e ações para viabilizar a criação do cateto em cativeiro. Isto ajuda a diminuir a caça e beneficiar famílias (que fazem uso de sua carne e couro para consumo ou comércio) sem prejudicar o meio ambiente. 

contribuição do leitor:

clique aqui (se você sabe algo interessante sobre este bicho, mande para nós)

VOLTAR AO TOPO

JACARÉ

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Sauropsida
Ordem: Crocodilia
Subordem: —
Família: Alligatoridae
Gênero: Caiman
Espécie: Caiman crocodilus

Os machos chegam a medir 1,8 a 2,5m e as fêmeas 1,4m. São carnívoros e alimentam-se de peixes, anfíbios, répteis, aves e pequenos mamíferos. A fêmea põe entre 15 a 40 ovos, cuja incubação leva em média 13 semanas. Ao nascer, os filhotes medem 20cm.

 

O jacaré-açu (Melanosuchus niger) é uma espécie de jacaré exclusiva da América do Sul.

Jacaré-açu

Também conhecido como jacaré-negro. É a maior espécie de jacaré, com tamanho médio de 3,5 metros e mais de 300 kg. Já foram encontrados exemplares com mais de 5,5 metros de comprimento e possivelmente 1/2 tonelada de peso. Normalmente ele se alimenta de pequenos animais como tartarugas, peixes, capivaras e veados – mas pode predar inclusive outros animais grandes, como onças, pumas e jibóias. Esteve à beira da extinção devido ao valor comercial do seu couro de cor negra e da sua carne. Atualmente encontra-se protegido e sua população encontra-se estável no Brasil.

curiosidades:

“Jacaré” é  nome indígena e significa: “bicho dormindo”.

Jacaré do Parque Barigui, em Curitiba/Paraná.

Embora se alimente também de aves, o jacaré poupa o pássaro-palito: permite que ele fique dentro de sua boca aberta, onde se alimenta de sanguessugas que ali encontram-se parasitando o réptil, além de retirar restos de comida que ficam presos entre os dentes do jacaré. Assim, ambos são beneficiados: o pássaro alimenta-se e o jacaré livra-se dos parasitas.

contribuição do leitor:

 clique aqui (se você sabe algo interessante sobre este bicho, mande para nós)

 

VOLTAR AO TOPO

SAGUI

Sagui fotografado por Vinicius Basaglia
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe:
Ordem: Primates
Subordem:
Família: Cebidae
Gênero: Callithrix
Espécie: Callithrix jacchus

São macaquinhos bem pequenos: pesam entre 350 e 450 gramas. Sua cauda é maior do que o corpo – o que o ajuda a manter o equilíbrio – mas não é preênsil. O mais conhecido e comum é o sagui-de-tufo-branco. Ocorre no nordeste do Brasil, ao norte do Rio São Francisco e ao leste dos Rios Parnaíba. Foi introduzido em várias matas do Brasil, inclusive urbanas, principalmente no sudeste.

Tem hábitos diurnos. Vive saltando pelos galhos e subindo e descendo pelo tronco das árvores: raramente desce ao solo.
Alimentam-se de sementes, flores, frutos, néctar, mas também de artrópodes, moluscos, filhotes de aves e de pequenos mamíferos, anfíbios e pequenos lagartos.
Atingem a maturidade sexual entre treze e quatorze meses. O período de gestação varia entre 140 a 160 dias. Nascem dois filhotes a cada gestação. Os filhotes são amamentados até os 2 meses, mas com duas semanas já começam a experimentar frutas maduras.
Quando é ameaçado, emite guinchos muito agudos, alertando o grupo.

curiosidades:

O sagui tem algumas semelhanças com o esquilo: pequeno porte; cauda grande; usa ambas as mãos para pegar o alimento e o levar à boca.

contribuição do leitor: 

clique aqui (se você sabe algo interessante sobre este bicho, mande para nós)

 

VOLTAR AO TOPO

TATU-BOLINHA

Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe:
Ordem: Isopoda
Subordem:
Família:
Gênero: Armadillidium
Espécie: Armadillidium vulgare

O tatu-bolinha, também conhecido como tatuzinho-de-quintal, mede entre 5 e 15 milímetros. Como mecanismo de defesa, o do gênero armadillidium é capaz de se enrolar totalmente em forma de uma esfera.

Dotado de um exoesqueleto que troca periodicamente.
Os ovos fecundados ficam grudados na parte de baixo do corpo da fêmea até eclodirem.
Gostam de umidade e alimentam-se normalmente de detritos vegetais. Por sua atuação na decomposição da matéria orgânica, têm papel importante na agricultura, pois ajudam a acelerar a disponibilidade de nutrientes no solo para uso pelas plantas. Suas fezes funcionam como esponjas que ajudam a reter a umidade no solo(vide projeto da Embrapa de Educação Ambiental).

curiosidades:

Também conhecido como “bicho-pílula”, na Idade Média era ingerido como se fosse uma medicamento: diziam que era um “santo remédio”… Que nada! Aposto que era morte certa! – ao menos para o tatuzinho.

contribuição do leitor:

 clique aqui (se você sabe algo interessante sobre este bicho, mande para nós)

 

VOLTAR AO TOPO

BEM-TE-VI

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Tyranni
Família: Tyrannidae
Gênero: Pitangus
Espécie: Pitangus suphuratus

Ave de médio porte, o bem-te-vi mede entre de 20,5 e 25 centímetros de comprimento e aproximadamente 60 gramas. Tem o dorso pardo e a barriga de um amarelo vivo; uma listra branca no alto da cabeça, acima dos olhos – como uma sobrancelha; cauda preta. Possui um topete amarelo somente visível quando a ave o eriça.
Faz ninho grande e esférico, com capim e pequenas ramas de vegetais em galhos de árvores geralmente bem cerradas, com entrada lateral; porém, já foram encontrados ninhos em formato de xícara aberta. Sobretudo em zonas urbanas, pode utilizar outros materiais para construir seu ninho, como papel, plástico e fios.
Podem ser encontrados nos mais variados habitats: praias, campos, florestas e cidades. São agressivos para defender seu território.
Alimentação Insetos, ovos de outros passarinhos, minhocas, frutas, peixes pequenos, e até cobras, camundongos, rãs e aranhas. Costuma comer parasitas (carrapatos) de bovinos e equinos. É capaz de capturar insetos em pleno voo.
Põe 2 a 3 ovos e o período de incubação é de 17 dias.
Bem-te-vi é um nome onomatopéico que representa a
vocalização mais característica desta espécie.
Não apresenta dimorfismo sexual.

curiosidades:

É também muito popular nos outros países onde ocorre, recebendo nomes onomatopéicos em várias línguas como kiskadee em inglês, qu´est-ce que c’est em francês (Guiana).
Para ouvir: http://www.eln.gov.br/opencms/opencms/publicacoes/Pass500/BIRDS/1eye.htm

contribuição do leitor:

clique aqui (se você sabe algo interessante sobre este bicho, mande para nós)

 

VOLTAR AO TOPO

SABIÁ

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Passeri
Família: Turdidae
Gênero: Turdus
Espécie: Turdus rufiventris

Há 12 as espécies de sabiás no Brasil, sendo que assume outras denominações em regiões diferentes: caraxué (Amazonas), sabiá-coca (Bahia), sabiá-laranja (Rio Grande do Sul) e ainda sabiá-de-barriga-vermelha, sabiá-ponga e sabiá-piranga em lugares diferentes.
Mede 25 centímetros. O macho pesa 68 gramas e e a fêmea, 78. Tem plumagem parda, com exceção da região do ventre, destacada pela cor vermelho-ferrugem, levemente alaranjada, e bico amarelo-escuro.
Seu canto é muito apreciado, pois se assemelha ao som de uma flauta. Canta principalmente ao alvorecer e à tarde. O canto serve para demarcar território e, no caso dos machos, para atrair a fêmea. A fêmea também canta, mas bem menos que o macho.
Alimenta-se basicamente de insetos, larvas, minhocas, e frutas maduras. Come coquinhos de várias espécies de palmeiras – cujos caroços cospe após cerca de 1 hora, contribuindo assim para a dispersão dessas palmeiras.
Macho e fêmea constroem juntos o ninho – uma tigela profunda de argila e folhas secas – utilizando gravetos, fibras vegetais e barro. A fêmea coloca de 3 a 4 ovos, de coloração verde-azulados com pintas cor de ferrugem. O período de incubação é de cerca de 14 dias. Vive solitário ou aos pares, pulando no chão.
Convive bem em ambientes modificados pelo homem, seja no campo ou na cidade.
Começa a cantar antes mesmo de clarear o dia. O sabiá-laranjeira vive em torno de 30 anos.
Presente do Maranhão ao Rio Grande do Sul, é o sabiá mais conhecido do Sudeste, sendo menos numeroso no Nordeste. Migra para regiões mais quentes no inverno. Encontrado também na Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai.
Não apresenta dimorfismo sexual.

curiosidades:

Foi imortalizado no poema “Canção do Exílio”, de Gonçalves Dias.
Considerada popularmente ave símbolo do Brasil, foi assim declarada por decreto em 3 de outubro de 2002 (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/dnn/2002/Dnn9675.htm).
Para ouvir o canto do sabiá:
http://www.eln.gov.br/opencms/opencms/publicacoes/Pass500/BIRDS/1eye.htm

contribuição do leitor:

clique aqui (se você sabe algo interessante sobre este bicho, mande para nós)

 

VOLTAR AO TOPO

JOÃO-DE-BARRO

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe:
Ordem:
Subordem:
Família:
Gênero: Furnarius
Espécie: Furnarius rufus

Mede cerca de 19 cm. Macho e fêmea são muito parecidos, a fêmea pode ser identificada, pelo hábito de ocupar à noite, sozinha, o ninho com ovos e filhotes. Plumagem de cor parda, com cor ferrugem nas costas e especialmente na cauda.

Prefere os campos desprovidos de vegetação mais alta, abundante nas fazendas, parques e até nas cidades. Ocorre da Argentina à Bolívia, Paraguai, noroeste da Bahia e sul do Piauí. Em Campinas só apareceu por volta de 1900.
Alimentam-se de insetos e suas larvas, aranhas, opiliões e outros artrópodes, moluscos, ocasionalmente come sementes.
Constroem seu ninho em formato de forno, um por ano, com barro úmido e um pouco de esterco, misturado à palha. Escolhe um local bem aberto para instalar-se, como por exemplo árvores isoladas, postes de iluminação. O casal trabalha em conjunto, após 18 dias o ninho está pronto. Põe de 3 a 4 ovos a partir de setembro.
Seu canto, forte grito ou gargalhada, tem seqüências rítmicas prolongadas – como que um canto festivo, crescente e decrescente. É comum o casal sincronizar um dueto.

curiosidades:

Ouça o canto do João-de-barro em :

http://www.eln.gov.br/opencms/opencms/publicacoes/Pass500/BIRDS/1eye.htm

contribuição do leitor:

clique aqui (se você sabe algo interessante sobre este bicho, mande para nós)

 

VOLTAR AO TOPO

QUERO-QUERO

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe:
Ordem:
Subordem:
Família: Charadriidae
Gênero: Vanellus
Espécie: Vanellus chilensis

Mede 37 cm, peso 277 g. Possui um esporão pontudo, ósseo, com 1 cm de comprimento no encontro das asas, uma faixa preta desde o pescoço ao peito e ainda umas penas longas (penhacho) na região posterior da cabeça, tem um desenho chamativo de preto, branco e cinzento na plumagem. A íris e as pernas são avermelhadas. O esporão é exibido a rivais ou inimigos com um alçar de asa ou durante o voo.

Não apresenta dimorfismo sexual.
Vive em banhados e pastagens; é visto em estradas, freqüentemente longe d’água. Adaptado a áreas urbanas.
Ocorre da América Central até a Terra do Fogo e em todo o Brasil.
Alimenta-se de larvas de insetos, peixinhos ocultos na lama, insetos, pequenos crustáceos,moluscos e outros artrópodes que encontra na terra.
Na primavera, a fêmea põe normalmente de três a quatro ovos. Nidificam em uma cavidade esgravatada no solo; os ovos têm formato de pião ou pêra, adequada para rolarem ao redor de seu próprio eixo, de modo que, manchados, confundem-se perfeitamente com o solo. Para proteger o ninho, o macho torna-se agressivo – até mesmo a humanos.
Os filhotes são nidífugos: capazes de abandonar o ninho quase que imediatamente após o descascamento do ovo.

curiosidades:

Adota às vezes tática de pescar semelhante à de certas garças, espantando larvas de insetos e peixinhos ocultos na lama mexendo rapidamente o pé.
É o “vigia” das fazendas: funciona como sentinela dos lugares onde habita, pois qualquer barulho ou intruso é logo denunciado por sua gritaria.
Seu nome é onomatopéico, decorrente de sua vocalização característica: “tero-tero” – que emite dia e noite. Para ouvi-la clique em http://xeno-canto.org/download.php?XC=144878

contribuição do leitor:

clique aqui (se você sabe algo interessante sobre este bicho, mande para nós)

 

VOLTAR AO TOPO

GARÇA
Garça

Garça fotografada por Priscila Prado
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe:
Ordem:
Subordem:
Família:
Gênero: Casmerodius
Espécie: Casmerodius albus

Mede 88 cm. Branca. Comum à beira d´água: lagos, rios, banhados e também na praia. Ocorre da América do Norte ao estreito de Magalhães, em todo Brasil, e também no Velho Mundo.
Apanham igualmente insetos aquáticos (imagos e larvas), caranguejos, moluscos, anfíbios (até sapos do gênero Bufo) e répteis. Engolem às vezes cobras e préas.
Voz: bissilábico “ha-tá”, quando voa baixo um “rat, rat, rat…”

curiosidades:

contribuição do leitor:

clique aqui (se você sabe algo interessante sobre este bicho, mande para nós)










 

VOLTAR AO TOPO

VAGA-LUME

Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Coleóptera
Subordem:
Família: Elateriadae
Gênero: Lampyris
Espécie: Lampyris noctiluca

Os vaga-lumes ou pirilampos são insetos coleópteros das famílias Elateridae, Fengodidae ou Lampyridae, notórios por suas emissões luminosas. As suas larvas alimentam-se principalmente de vegetais e outros insetos menores.
A espécie mais comum no Brasil é a Lampyris noctiluca, na qual apenas os machos são alados.
Seus órgãos bioluminescentes localizam-se na parte inferior dos segmentos abdominais e, em alguns casos, na cabeça.
Famílias:
Os Elaterídeos têm cor variante do castanho escuro ao marrom avermelhado. Na parte anterior do tórax, duas manchas que, quando apagadas, têm coloração alaranjada. Usa-se achar que essas manchas são os olhos do pirilampo. Mas são suas “lanternas”. Uma terceira lanterna fica no abdómen e só entra em actividade quando o insecto está voando. É tão desenvolvida que chega a emitir um facho de luz de quase um metro de diâmetro. Esses vaga-lumes costumam voar muito alto, acima da copa das árvores. A luz que emitem é contínua. Na lanterna torácica, a luz tem uma tonalidade esverdeada. Na lanterna abdominal, é amarelo-alaranjada. O ciclo de vida dos elaterídeos é longo: dois ou mais anos. Os adultos vivem somente no verão, períodos em que se acasalam. Os ovos são postos em madeiras semi-apodrecidas no interior das matas. Após cerca de quinze dias, surgem as primeiras larvas, que passarão quase dois anos comendo outros insectos e crescendo, até se transformarem nas pupas, que irão depois converter-se em insectos adultos.
Nos Fengodídeos, as fêmeas sempre têm aspecto larvar. São somente conhecidas como bondinho eléctrico ou trem de ferro. Algumas espécies de fengodídeos emitem luz vermelha, na região da cabeça, e esverdeada no corpo. Outras emitem luz esverdeada em todo corpo. Os machos, alados, têm pontinhos luminosos em posição e número variáveis, todos no abdómen. Sabe-se que as larvas gostam de comer gongolos, o popular piolho-de-cobra. E são muito vorazes; sugam toda a parte mole do corpo do bicho, dispensando as partes duras. Emitem luz contínua e vivem no chão, à procura de suas presas.
Os Lampirídeos têm um ciclo biológico longo. Variam muito de cor, do castanho-claro ou escuro ao castanho-amarelado ou avermelhado. As lanternas ficam no ventre e variam de tamanho e disposição. Emitem luz esverdeada intermitente durante as poucas horas do entardecer. Habitam matas, campos e cerrados, preferindo os lugares húmidos e alagadiços como os brejeiros. Adultos e larvas alimentam-se com frequência de caramujos. Em algumas espécies as fêmeas também têm aspecto de larvas, que emitem sua luz por órgãos luminescente situados no abdómen.

curiosidades:

 
Também conhecidos como caga-lumes, caga-fogos, cudelumes, luzecus, luze-luzes, lampírides, lampírios, lampiros, lumeeiras, lumeeiros, moscas-de-fogo, noctiluzes, piríforas, salta-martins ou uauás.

O nome “pirilampo” tem origem no grego, pyris (pyros)=fogo e lampis= Luz. São também conhecidos os nomes “lampíride”, “lampírio”, “lampiro’, “lumeeira”, “lumeeiro”, “mosca-de-fogo”, “pirífora”, “salta-martim”. “Lampíride” vem do grego lampyrís, através do latim lampyride. “Noctiluz” vem do latim nox, noctis (noite) e do português “luz”. “Pirífora” vem da junção dos gregos pÿr, pyrós (calor, fogo)[6] e phorós, ós, ón (“que leva, que conduz”). “Uauá” é um termo de origem tupi.

contribuição do leitor:

A querida leitora – e amiga – Ingrid Enke, contou-me que os vaga-lumes aparecem com a primavera e anunciam que o Natal se aproxima: eles mostram o caminho para o Papai-Noel! Ela veio da Alemanha e morava há muitos anos no sul do Brasil – em um lindo bosque onde ela, agora, é um vaga-lume (30.07.2014).
“Sim, a Ingrid, nossa Oma Ingrid ensinou a todos os descendentes que os vaga-lumes chegam na Primavera e com mais intensidade a partir do primeiro Advento do Natal. Todos os recantos mais escuros de nossa propriedade se preenchem de luzinhas que alegremente indicam o caminho para os “ajudantes” do Papai Noel… Uma festa para toda a criançada, para as crianças menores e para as maiores também! E depois, já passado o solstício do verão e as doze noites sagradas – o entretempo entre dezembro e janeiro – as luzinhas se despedem lentamente. Mostraram o Caminho.” (Barbara Mathieu, 61, Curitiba)
clique aqui (se você sabe algo interessante sobre o vaga-lume, mande para nós)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTAR AO TOPO

BICHO-PAPÃO

Desenho de Sophia Anna, 13 anos, ganhadora do concurso Desenhe seu Bicho-papão

O bicho-papão ou papão é um ser imaginário da mitologia infantil portuguesa e brasileira, e que também surge no resto da península Ibérica, como na Galiza, na Catalunha e nas Astúrias.

O bicho-papão é a personificação do medo, um ser mutante que pode assumir qualquer forma de bicho, um ser ou animal frequentemente de aspecto monstruoso comedor de crianças, um papa-meninos. Está sempre à espreita e é atraído por crianças desobedientes.
O bicho-papão, tal como outros seres míticos como o homem do saco, sarronco ou a cuca, é usado pelos pais para assustar e impedir que as crianças desobedeçam. Todas as suas representações estão associadas ao mal que pode ocorrer às crianças caso se afastem ou contrariem os pais; a expressão “porta-te bem senão vem o bicho-papão” induzia assim o respeito das crianças sobre a eventual negligência deliberada, caso o monstro realmente viesse. Sentindo-se sozinhas e desamparadas, as crianças tendem a obedecer.
Na Galiza é um ser gigantesco, mas pode também ser um trasgo ou duende. Mas, qualquer que seja a sua representação, o seu nome, que deriva do termo de conotação infantil “papar”, revela a sua principal função: devorar crianças.
Cabral refere que na Espanha o papão tem um tamanho gigantesco, boca enorme, olhos de fogo e estômago de forno ardente.
Também conhecido como bicho-papão, bitu, boitatá, coca /ô/, coco /ô/, cuca, gorjala, manjaléu, mumuca, ogro, olhapim, olharapo, papa-figo, papa-gente, tutu.

CONCURSO: DESENHE O SEU BICHO-PAPÃO!
Todo mundo sabe que ele não existe…mas cada um tem o seu!

Participantes entre 02 e 68 anos de idade inscreveram-se até 30 JUL 2014, para ilustrar o verbete BICHO-PAPÃO deste site – já que não foi possível conseguir uma foto dele, como consta ilustrando os outros bichos. Após árdua e divertida votação, os jurados chegaram a uma conclusão! – e o desenho ganhador ilustra o BICHO-PAPÃO a partir de 15 AGO 2014. A comissão julgadora foi composta pelos 08 ilustradores deste livro: CHRISTIANE PETRELLI, CLARA YAMADA, EVE FERRETTI, GERSON CORDEIRO, MARCELO MARQUES LOPES, MÁRCIA SZÉLIGA, MARI INES PIEKAS e PRISCILA SANSON. Não puderam participar do concurso: a autora, os ilustradores e seus familiares – mas todo mundo pode continuar enviando seus BICHOS-PAPÕES para compôr a GALERIA.

Priscila Prado com seu livro e SOPHIA ANNA (13 anos) com sua obra GANHADORA DO CONCURSO “Desenhe o seu BICHO-PAPÃO”: Parabéns, Sophia!!!

PREGUIÇA, CORAGEM e outros bichos
adverte:
NÃO ALIMENTE O BICHO-PAPÃO!

contribuição do leitor:

clique aqui (se você sabe algo interessante sobre este bicho, mande para nós)

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTAR AO TOPO

BORBOLETA-AZUL

Borboleta azul fotografada por Christine Morgan
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insetos
Ordem: Lepidópteros
Subordem:
Família: Lycaenidae
Gênero: Cyanophrys
Espécie: Cyanophrys bertha

É borboleta diurna que ocupa florestas densas e úmidas. Ocorre de Minas Gerais e Santa Catarina.
Os indivíduos adultos alimentam-se do néctar das flores.
A distância entre a extremidade de uma asa e da outra é de 30cm nos machos e 35cm nas fêmeas. A face dorsal das asas exibe coloração azul metálica – menos intensa nas fêmeas -, enquanto que a face ventral é de verde fosco com linhas branco-leitosas. Os reflexos iridescentes devem-se a existência, nas asas, de sulcos microscópicos que refletem a luz.
Encontra-se ameaçada pela destruição de seu habitat.

 

curiosidades: 

 
As borboletas existem em todas as partes do planeta – exceto nas regiões glaciais -, sendo mais de 100 mil espécies conhecidas. A maioria delas não apresenta colorido: são espécies noturnas – as mariposas que, com seus tons escuros e opacos, beneficiam-se de se camuflar ao breu da noite. Nas espécies de hábitos diurnos, as cores permitem que os predadores as confundam com flores – e algumas, inclusive, exalam aroma (ex.: os machos das espécies Agria lugens e Papilio childrenae).
Sua cor é tão extraordinária que alguns pensam que é mito: que a borboleta-azul não existe!

 

contribuição do leitor:

clique aqui (se você sabe algo interessante sobre este bicho, mande para nós)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTAR AO TOPO

SARACURA

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Gruiformes
Família: Rallidae
Rafinesque, 1815
Espécie: Aramides saracura
Nome Científico: Aramides saracura

Também conhecida como siricoia, saracura (tupi) e saracura-do-brejo.
Não apresenta dimorfismo sexual.
As desovas são avidamente consumidas por saracuras, conforme observado na espécie saracura-do-mato (Aramides saracura), que se alimenta dos ovos da perereca Filomedusa (Phyllomedusa distincta).
É encontrado em florestas e matas, preferindo as áreas pantanosas e alagadiças e geralmente é difícil de ver.
Ocorre no sudeste do Brasil e nas partes vizinhas do Paraguai e Argentina.

 

curiosidades:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Devido à sua vocalização, também chamada “saracura-3-potes”. Ouça aqui: http://xeno-canto.org/download.php?XC=108799

Quando alguém tem pernas compridas e finas, diz-se que tem “pernas de saracura” – pois assim são as pernas desta ave.

 

contribuição do leitor:

clique aqui (se você sabe algo interessante sobre este bicho, mande para nós)

 

VOLTAR AO TOPO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

QUATI

Quati fotografado por Joerg Witthoeft
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Subordem:
Família: Procionídeos
Gênero: Nasua
Espécie: Nasua narica

Formam bandos de 10 a 20 indivíduos, mas os machos adultos quase nunca participam.
Após uma gestação de dois meses e meio, as fêmeas têm de 3 a 5 filhotes, em um ninho rudimentar.
Alimentam-se de frutas, mas também de ovos e filhotes que encontra nos ninhos e, às vezes, também ataca pássaros adultos.
São bichos nômades, permanentemente vagueando pela floresta em busca de comida. Às vezes, acabam atacando áreas cultivadas e animais de criadouros domésticos – como as galinhas.

 

curiosidades:

contribuição do leitor:

clique aqui (se você sabe algo interessante sobre este bicho, mande para nós)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTAR AO TOPO

TUCANO

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Piciformes
Subordem:
Família: Ranfastídeos
Gênero: Ramphastos
Espécie: Ramphastos toco

O tucano faz ninho no oco das árvores, que forra com material macio.
Alimenta-se principalmente de frutinhas, larvas de insetos, ovos e ninhadas de outros pássaros.
Apesar de o bico ser desproporcional ao corpo, é bastante ágil para pegar o alimento – e é muito leve, pois não é maciço: é oco na altura das cavidades nasais e, no restante, feito de um tecido ósseo esponjoso.

curiosidades:

A coloração dos tucanos é tão variada quanto a das araras.
Ouça o tucano em: http://xeno-canto.org/download.php?XC=18522

contribuição do leitor:

clique aqui (se você sabe algo interessante sobre este bicho, mande para nós)

 

 

 

VOLTAR AO TOPO

PEIXE-BOI-MARINHO

Peixe-boi-marinho foto da Wikipédia
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Sirenia
Subordem:
Família: Trichechidae
Gênero: Trichechus
Espécie: Trichechus manatus

Peixes-bois, vacas-marinhas ou manatis constituem uma designação
comum aos mamíferos aquáticos, sirênios, como os dugongos, mas da família dos triquequídeos (Trichechidae). Possuem um grande corpo arredondado, com aspecto semelhante ao das morsas. O peixe-boi-marinho (Trichechus manatus) pode medir até quatro metros e pesar 800 quilos, enquanto o peixe-boi-da-amazônia (Trichechus inunguis) é menor e atinge 2,5 metros e pode pesar até 300 quilos – este é dito “inunguis” porque não tem unhas.
Habitam geralmente águas costeiras e estuarinas quentes e rasas e pântanos, enquanto o peixe-boi-da-amazônia habita apenas em águas doces das bacias dos rios Amazonas e Orinoco.
Peixe-boi-marinho (Trichechus manatus), também conhecidos como manatis, tem ampla distribuição nas Américas, indo desde o México, os Estados Unidos, vivendo nas ilhas da América Central, na Colômbia, Venezuela, nas Guianas, no Suriname e no Brasil.
No Brasil, o peixe-boi-marinho habitava do Espírito Santo ao Amapá, porém devido à caça, desapareceu da costa do Espírito Santo, Bahia e Sergipe.
Todas as espécies encontram-se ameaçadas de extinção e estão protegidas por leis ambientais em diversas partes do mundo – inclusive no Brasil
Alimentam-se de algas, aguapés, capins aquáticos entre outras vegetações aquáticas. Podem consumir até 10% de seu peso em plantas por dia, passando até oito horas por dia se alimentando.

Por ser um mamífero, o peixe-boi precisa ir à superfície para respirar.
Geralmente tem geralmente um filhote por vez – mas há casos de nascimentos de gêmeos, até mesmo em cativeiro, como já aconteceu na Sede Nacional do Projeto Peixe-Boi, em Itamaracá, Pernambuco.
A reprodução da espécie é lenta, pois o período de gestação é longo: treze meses. Depois, a mãe amamenta o filhote durante um período entre um e dois anos.

curiosidades:

Projeto Peixe-boi:
Com o risco de extinção dessas espécies o governo brasileiro proibiu sua caça e criou em 1980 o Projeto Peixe-Boi desenvolvido pelo CMA (Centro Nacional de Pesquisa, Conservação e Manejo de Mamíferos Aquáticos) com sede na Ilha de Itamaracá, Pernambuco. O projeto dedica-se à pesquisa, resgate, recuperação e devolução à natureza do peixe-boi, bem como a informação e parceria com comunidades riberinhas e costeiras. O projeto está aberto a visitação.
(vide,também: bastidores)

contribuição do leitor:

clique aqui (se você sabe algo interessante sobre este bicho, mande para nós)

 

VOLTAR AO TOPO

ONÇA

Onça pintada fotografada por Bjorn Christian Torrissen
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Subordem:
Família: Felídeos
Gênero: Panthera
Espécie: Panthera onca

É o maior felino das Américas e o único representante atual do gênero Panthera no continente. Pode medir até 2 metros e 41 centímetros e pesar 158 quilos. As fêmeas são até 25% mais leves do que os machos.
Vive numa área de até 142,1 km². A coloração padrão varia do amarelo-claro ao castanhoclaro, sendo coberta por manchas negras, formando rosetas de tamanhos distintos, com pintas em seu interior. A onça-pintada entra em atividade no começo do anoitecer e durante a noite. Cerca de 85 espécies já foram relatadas em sua dieta, sendo as principais espécies o cateto (Tayassu pecari) e a capivara (Hydrochaeris hydrochaeris). Nada e sobe em árvores com facilidade.
As onças-pintadas são encontradas em altitudes entre o nível do mar e 3.800 metros. Solitárias, porém, ocorre interação entre machos e fêmeas durante o período de acasalamento. A gestação varia de 90 a 111 dias, podendo nascer de um a quatro filhotes, sendo a média de dois filhotes por gestação.
Ameaçam-na a perda/degradação de habitat, caça das espécies-presa.
É encontrada desde Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal.
É um símbolo da fauna brasileira.
Também chamado “jaguar” e “jaguaretê” , vocábulos que têm origem no termo guarani jaguarete.

curiosidades:

contribuição do leitor:

clique aqui (se você sabe algo interessante sobre este bicho, mande para nós)

 

VOLTAR AO TOPO

ARAPONGA

Araponga fotografada por Ricard Aparício
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriforme
Subordem:
Família: Cotingidae
Gênero:
Espécie:

Também chamada de Guiraponga, Uiraponga, Ferreiro e Ferrador. O nome Araponga é indígena e vem de ara (ave) e ponga (soar).
Espécie Vulnerável, é muito procurada pelo mercado de “aves de gaiola” devido ao seu canto e coloração característicos. A captura ilegal da araponga em vida livre e a crescente destruição de seu habitat são os principais motivos de ameaça.
Possui a cabeça achatada, boca alargada e ampla, o bico é curto. Os machos adultos são inteiramente brancos, exceto os lados da cabeça e garganta que são nus, de cor verde acobreada onde se implantam raras cerdas pretas, bico preto e pés pardos, tamanho médio de 27cm. A fêmea adulta tem a parte superior verde oliva, com a cabeça cinza e a parte inferior amarela com estrias amarelo-esverdeadas e cinzento, a garganta é cinzenta onde entremeiam-se estrias negras, possui tamanho menor do que o macho. O dimorfismo ocorre a partir dos 2 anos de idade.
Alimenta-se de frutas, bagas suculentas e insetos.
O macho elege certos galhos de árvores, que são usados por muitos anos, para sua cerimônia de canto atraindo várias fêmeas. Os machos de outras espécies como o pavó(Pyroderus scutatus), por exemplo, se associam para cantar juntos formando uma verdadeira “arena”. Sua reprodução ocorre no final do ano. O ninho é como uma tigela rasa lembrando o de pombos silvestres. Todo cuidado parental fica por conta da fêmea. É ela quem constrói o ninho e se incumbe da criação dos filhotes. A postura é de cerca de 2 ovos, o período de incubação de 23 dias e os filhotes saem do ninho com 27 dias de idade.
Tem um comportamento bastante social no grupo, que tem moradia fixa em árvores, podendo passar muitos anos habitando uma mesma área, até mesmo por várias gerações de uma mesma família. É uma ave migratória. Habita mata primária, floresta preservada, capoeiras com fruteiras, matas litorâneas e Mata Atlântica.
As aves pertencentes a família Cotingidae estão entre as mais eficientes disseminadoras das plantas cujos frutos se alimentam. Isto porque o poder germinativo das sementes não é prejudicado ao passar pelo trato digestivo dessas aves, podendo ser inclusive maximizado.
Ocorre de Pernambuco, sul da Bahia, Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, sul de Mato Grosso e regiões vizinhas da Argentina e Paraguai.

curiosidades:

http://www.wikiaves.com.br/araponga (no link, clique sob a foto para ouvir a vocalização do pássaro)

contribuição do leitor:

clique aqui (se você sabe algo interessante sobre este bicho, mande para nós)

 

VOLTAR AO TOPO

 

Fontes:

Os Bichos coleção em 5 volumes da Editora Abril. São Paulo, 1972.

Fauna do Paraná em Extinção. TOSSULINO, Marcia de Guadalupe Pires; PATROCÍNIO, Dennis Nogarolli Marques; CAMPOS, João Batista (organizadores). Curitiba: Instituto Ambiental do Paraná, 2006.

http://www.avesderapinabrasil.com/ (acesso em 2013-01-14)

www.eln.gov.br Brasil 500 pássaros (acesso em 2013-01-14)
http://www.eln.gov.br/opencms/opencms/publicacoes/Pass500/BIRDS/index.htm (acesso em 2013-01-14)

Embrapa
www.embrapa.br

http://www.faunacps.cnpm.embrapa.br/

(acesso em 2013-01-15)

http://houaiss.uol.com.br/ (acesso em 2013)

http://detvsites-ibama.webnode.com.br/fauna-/

IBAMA – Fauna e Flora Brasileira , Pesquisas Escolares , Site Oficial do IBAMA no DETV World

ibama@br.detvmail.com.tv

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/fauna-brasileira.html (acesso em 2013-01-18)
www.icmbio.gov.br/cma/
Centro Mamíferos Aquáticos – ICMBIO – CMA
CMA – Estrada do Forte Orange, s/nº – Caixa Postal nº 01 – Itamaracá/PE – CEP: 53900-000 – Tel: (81) 3544-1056 / 3544-1835

Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos – CMA

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE
http://www.mma.gov.br/biodiversidade/esp%C3%A9cies-amea%C3%A7adas-de-extin%C3%A7%C3%A3o/fauna-amea%C3%A7ada (acesso em 2013-01-18)
PLANALTO

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/dnn/2002/Dnn9675.htm

PREFEITURA DE SÃO PAULO
http://biodiversidade.prefeitura.sp.gov.br/FormsPublic/p08Fauna.aspx?d=40 (acesso em 2013-01-20)
http://ww2.prefeitura.sp.gov.br/arquivos/secretarias/meio_ambiente/fauna_flora/fauna/bemtevi.pdf (acesso em 2013-01-20)

Projeto Peixe Boi – Programa Petrobras Ambiental
www.petrobras.com.br/minisite/…/peixe-boi/

Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Paraná

http://www.meioambiente.pr.gov.br/

http://www.meioambiente.pr.gov.br/arquivos/File/cobf/V6_Cerrado.pdf (acesso em 2013-01-21)

http://tamandua.org/

Wikipédia
Wikiaves

Bibliografia referida:
pelo site da Embrapa :
Helmt Sick, 1988. “Ornitologia Brasileira”.
Marco Antonio de Andrade, 1997. “Aves Silvestres – MInas Gerais”.
John S. Dunning & William Belton, 1993. “Aves Silvestres do Rio Grande do Sul”.

pelo site da Prefeitura de São Paulo:
Arquivos da Divisão de Fauna
Aves – MEC – Ministério da Educação e Cultura -
Enciclopédia Infantil Brasileira, Rio de Janeiro. Artes
Gráficas Gomes de Souza S/A.
*Belton, Wiliam – Aves do Rio Grande do Sul: Distribuição e
Biologia – Ed. Unisinos – RS; 1994.
* Santos, Eurico – Amador de pássaros. Ed. Itatiaia Ltda -BH,
1990.

pela Wikipédia:
• LAGO-PAIVA, Celso, 1996. Cavity nesting by Great kiskadees (Pi-tan¬gus sul¬phuratus [Tyrannidae]): adaptation or expression of ances¬tral be¬havior? Auk 113(4):953–955, Norman, Oklahoma.
• Portal São Francisco, Bem-te-vi – Disponível em: <http://portalsaofrancisco.com.br/alfa/bem-te-vi/>. Acesso em: 08 mar. 2009.
• SANTIAGO, R. G. Bem-te-vi ( Pitangus sulphuratus ) Biblioteca Digital de Ciências, 05 feb. 2007. Disponível em: <http://www.ib.unicamp.br/lte/bdc/visualizarMaterial.php?idMaterial=409>. Acesso em: 08 mar. 2009.
• Portal Brasil 500 Pássaros, Bem-te-vi – Disponível em http://webserver.eln.gov.br/Pass500/BIRDS/1eye.htm. Acesso em 30 abr. 2009.
• Frisch, Johan Dalgas. Aves brasileiras e plantas que as atraem 3ª ed.. Dalgas ecoltec, São Paulo, 2005, p.350.
• Portal Brasil 500 Pássaros, Sabiá-laranjeira – Disponível em: http://webserver.eln.gov.br/Pass500/BIRDS/1birds/p416.htm. Acesso em 04 mai. 2009.

 

VOLTAR AO TOPO